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CONSULTÓRIO BÍBLICO E TEOLÓGICO

Pergunta Nº 14 - Razões para a “birra” entre judeus e samaritanos.

 

Bispo Sebastião Elias

 

Prezado irmão Anildo;
GRAÇA E PAZ.
RESPOSTA Nº 17

(Razões para a “birra” entre judeus e samaritanos)
O reino do Norte compunha-se de dez tribos (após a divisão do Reino de Israel) e passou a ser conhecido como Samaria. A cidade de Samaria foi edificada por Onri, para ser a capital do reino norte de Israel (1Rs 16.23-24) e ocupou essa posição até ser tomada por Salmanaser, em 721 a.C. Após a deportação das dez tribos, Esaradom (Ed 4.2 e 10), segundo era costume entre os monarcas orientais, trouxe uma raça mista da Babilônia, de Cutá, de Hemate e de Sevarfaim (2Rs 17.24), a fim de ocupar aquela região, que tinha sido deixada quase deserta. Estes estrangeiros (Lc.17.18), amalgamaram-se com os judeus que ainda permaneciam ali e abandonaram, gradualmente, sua idolatria, adotando, em parte, a religião judaica. Era, portanto, uma raça mestiça, dotada de uma cultura e de uma religião híbridas.

Após o regresso do cativeiro, os judeus em Jerusalém recusaram-se a deixá-los tomar parte na reconstrução do templo, juntamente com estes, e dessa forma obter iguais privilégios, como adoradores em seus átrios. Desse modo, surgiu uma inimizade aberta entre eles. Os samaritanos, em revide, guiados por Manassés (a.C. 650), sacerdote que fora expulso de Jerusalém por Neemias, por haver se casado ilegalmente com a filha de Sambalate, o horonita (Ne.13.28), obtiveram permissão do rei persa, Dario, de erigir outro templo no Monte Gerizim.

Uma vez iniciada esta nova adoração, os Samaritanos passaram a ser considerados como seguidores de uma seita rival e cismática. A história posterior desse povo apresenta as características usuais de tais antagonismos. Os Samaritanos negavam toda e qualquer hospitalidade aos peregrinos judeus, a caminho de Jerusalém, ou então armava-lhes ciladas e os maltratavam no curso de suas jornadas. Por seu turno, “os judeus não se comunicam com os samaritanos” (Jo 4.9; comp. Lc 9.52, 53). Com desprezo, Jesus foi chamado de “um samaritano” (Jo 8.48). Essas diversas circunstâncias é que provocaram o ódio que surgiu entre os judeus e os samaritanos conforme apresentado nas Escrituras. Esta amarga inimizade continuou até o tempo de Jesus.

Jesus lidava com os samaritanos como lidava com os judeus. Para Ele, todos estavam no mesmo nível aos olhos de Deus, e todos, igualmente, eram objetos do seu amor e salvação. Para Ele, não havia acepção de pessoas, cultura, classe social, condição financeira, gênero, etc. Todos eram iguais aos Seus olhos. Essa atitude de Jesus ficou evidente na maneira como Ele tratou os samaritanos que não Lhe deram pouso (Lc.9.51-56); quando Ele mencionou a parábola do bom samaritano (Lc 10.30-37), e o leproso que voltou para agradecer pela cura recebida (Lc 17.11-19). Ele não apenas misturava-Se sem restrições com os samaritanos, como também anulava os costumes farisaicos da Sua própria nação em favor dos gentios. “Apesar dos seus preconceitos (dos samaritanos), Jesus aceitou a hospitalidade desse povo desprezado. Dormiu sob seu teto, comeu com eles à mesa – partilhando do alimento preparado e servido por suas mãos – ensinou em suas ruas, e os tratou com a máxima bondade e cortesia.

 

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