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MENSAGENS E REFLEXÕES

A nossa união mística com Cristo

 

Bispo Sebastião Elias

 

Jo 15:1-11

Queridos, muitas pessoas, mesmo entre os crentes, têm dificuldade de entender a nossa união mística com Cristo. Normalmente tais pessoas demonstram incerteza acerca da salvação, e acham que podem fazer alguma coisa que contribua para a sua salvação, o que é um erro. Como decorrência óbvia, estas pessoas também não conseguem ver a igreja como corpo de Cristo, nem se ver como membros desse corpo místico perfeito, inseparavelmente unido a Cristo, que é a cabeça.

Vamos expor um pouco sobre esse mistério revelado pelo Senhor Jesus. Aqui ele se apresenta como uma videira, Deus pai como o agricultor, aquele que cuida da videira, e os seus discípulos, como os ramos. Lembramos que Jesus nasceu, cresceu e conviveu com pessoas interioranas habituadas à lida agrícola. Portanto, era muito fácil para os discípulos entenderem o que ele queria dizer por meio desta parábola, e deve sê-lo para nós também.

Sabemos que Jesus veio para salvar o seu povo dos seus pecados, como está escrito em Mt 1:21. Jesus mesmo ensinou que ninguém será salvo por ele se não for enviado pelo Pai (Jo 6:44); Jesus também ensinou que todo aquele que o Pai lhe dá, esse virá a ele, e de modo nenhum será lançado fora (Jo 6:37). Noutro lugar, em Jo 10:28, usando ovelhas como representação dos seus discípulos, Jesus afirmou que ninguém as arrebatará da sua mão.

Atentem para o fato de que assim como no exemplo das ovelhas, que compõem um rebanho específico do Pastor, na parábola da videira, o Senhor Jesus não está falando do mundo todo, nem está falando de pessoas dispersas, mas de pessoas ligadas a ele, do mesmo modo que os ramos estão ligados à videira, que é cuidada pelo agricultor, o Deus Pai. Ou seja, o Senhor Jesus está falando de uma ligação orgânica com ele. Há uma videira que é cuidada pelo agricultor, de sorte que ela recebe todos os nutrientes necessários, nutrientes que são repassados para os ramos, que, por sua vez, manifestarão a vida e o cuidado que recebem do agricultor, através dos frutos que devem produzir naturalmente.

Porém, o Senhor Jesus lembra a possibilidade de haver ramos na videira, que, por não produzirem frutos, serão cortados (v. 2), secarão e serão lançados no fogo (v. 6). Como Jesus estava falando aos seus doze discípulos, é possível que ele tivesse em mente Judas Iscariotes, aquele que esteve na videira, que fez parte do colégio apostólico, desfrutou da intimidade do Mestre, mas, por não ter uma ligação orgânica, não produziu frutos de justiça, foi cortado e lançado ao fogo.

Os verdadeiros discípulos, no entanto, os ramos que permanecem na videira, o agricultor os limpa para que produzam mais frutos. E como é que o agricultor limpa os ramos frutíferos? A resposta está no v. 3 – “vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado”. Prestem atenção, irmãos! O cuidado do agricultor na limpeza dos ramos, “para que produzam mais fruto ainda”, se materializa na sua palavra revelada nas Escrituras Sagradas. Portanto, podemos deduzir que aquele que não medita na Palavra, que não estuda a Palavra de Deus, evidencia que não tem ligação orgânica com a videira, e por isso não pode dar fruto, será cortado, secará e será lançado no fogo. Palavra do Senhor Jesus.

Aos ramos limpos, aos verdadeiros discípulos, no v. 4, uma palavra preciosa do Mestre para nos manter humildes e dependentes da sua graça: nós somos apenas ramos, e como sabemos, nenhum ramo nasce de si mesmo, assim como nenhum ramo vive isolado dos outros. Todos estão ligados uns aos outros através do caule; todos estão firmados na mesma raiz; todos os que permanecem ligados à videira recebem o mesmo cuidado do agricultor, e todos frutificarão, não por si mesmos, mas pela vida que têm na videira (v. 5).

Nada podemos fazer de nós mesmos para ser salvos, para nascer da videira, e uma vez nascidos, todos nós estamos ligados a ela, todos nós recebemos os cuidados do agricultor, para que todos nós frutifiquemos. Ou seja, segundo a palavra de Jesus não podemos frutificar isoladamente. Isto quer dizer que é inconcebível um crente fora da Igreja. Observem que as palavras de Jesus são para os ramos, no plural (v. 7). Não há palavra para um ramo só, mas para todos, em conjunto, pois todos compõem a videira, a Igreja que viceja sob os cuidados do agricultor para que produza mais frutos.

Assim é a nossa união mística, misteriosa com Cristo: “há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos” (Ef 4:4-6). Certamente Paulo formou a doutrina da igreja como corpo de Cristo a partir do que ouviu de Jesus em seu primeiro encontro: “Saulo, Saulo, porque me persegues?” (At 9:4), quando, na verdade, Paulo perseguia a igreja. A Igreja, irmãos! A Igreja é o corpo de Cristo. Cristo é a videira, a Igreja os ramos.

Atentem para o que Jesus disse: “Eu sou a videira, vós os ramos”. Sabemos que não há videira sem ramos. Portanto, Jesus é o caule do qual nascem os ramos, da mesma essência, e que produzem os mesmos frutos. Assim é a relação de Jesus com a Igreja: ele é a videira, nós os ramos, e não podemos agir isoladamente uns dos outros. Até os nossos pedidos devem ser feitos em plena comunhão, de acordo com a Palavra, para terem a garantia de que serão atendidos (v. 7).

Irmãos, como eu tenho insistido em ensinar, esta é a essência da ordem bíblica para a Igreja como corpo de Cristo: crescer no conhecimento de Deus pelo ensinamento de pastores constituídos pelo Espírito Santo para pastorear a igreja de Deus (At 20:28; Ef 4:11-14). É assim que o agricultor limpa os ramos para que produzam mais frutos; somente assim a igreja será capacitada para testemunhar o evangelho da salvação. E mais, somente conhecendo a Deus poderemos pedir segundo a sua Palavra que permanece em nós, para que tenhamos a garantia de que nossos pedidos serão atendidos (v. 7).

Atenção, irmãos! Atendidos com que objetivo? Satisfazer aos nossos desejos? Não! O objetivo primeiro e último é a glória de Deus (v. 8). Queridos, quando Deus, no seu desígnio eterno, separou um povo para ser santo como ele é santo, obviamente não foi para a glória desse povo. As ciências humanas buscam a glorificação do homem, e as igrejas seguem nessa mesma linha, mas isto é um terrível erro.

Observem o modelo que Jesus nos dá (v. 9-11). Ele é o amado do Pai, e não teve nenhuma glória aqui na terra, a não ser a permanência no amor do Pai, fato evidenciado pela guarda dos seus mandamentos. Este foi o gozo de Jesus aqui na terra: guardar os mandamentos do Pai, e permanecer no seu amor. Foi assim que ele consumou o plano eterno da salvação dos eleitos do Pai. Agora, uma vez unidos a ele como os ramos são unidos à videira, o Senhor Jesus quer que desfrutemos do mesmo gozo que ele tem nos mandamentos e no amor do Pai.

Isso Implica santidade de vida, irmãos. Como somos os ramos da videira, precisamos evidenciar em nossas vidas que realmente somos todos da mesma essência; precisamos evidenciar que a palavra de Jesus permanece em nós, e que nós permanecemos nos seus mandamentos e no seu amor. A conseqüência dessa união mística é maravilhosa: o gozo que Jesus tem com o Pai estará em nós, e então todos teremos um gozo completo no amor do Pai, na graça do nosso Senhor Jesus e na comunhão do Espírito Santo. Amém.

Pr. Juarez Rodrigues

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